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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Semana santa?? Que nada! O que está mais sendo falado atualmente é a proximidade do festival de música alternativa Lollapalooza, pela primeira vez sendo realizado em solo brasileiro. Pois é, trazer Foo Fighters, Arctic Monkeys, Skrillex, Foster the People, Friendly Fires, MGMT, Joan Jett e inúmeros turbilhões de bandas boas e super destacadas na mídia internacional não é pra de passar batido. Vai ser nesse fim de semana já, como todos sabem, em São Paulo. Pra quê ovo de páscoa se você pode acompanhar algumas das melhores bandas do mundo sem precisar sair do país? Pois é, isso não serve pra mim! Claro, falta de dinheiro não é uma exclusividade só minha. E bem que eu esperava mais do line-up desse festival, admito. Tirando o fato das bandas gringas, acho que eles querem ressuscitar algumas bandas brasileiras, como é o caso das Velhas Virgens, Racionais MCs, Pavilhão 9 (oi?) e etc. Nada contras as bandas, muito menos os fãs, mas eu acho que esses e mais outros artistas fogem, e muito, da idéia e da forma do festival. Sei lá, eu posso ter entendido errado, mas achei que o festival era feito, na sua maioria, por bandas indies, alternativas, que fazem um sucesso nas cenas ATUAIS de suas cidades, bandas que estão crescendo agora no cenário nacional. Essas bandas que citei, e outras que agora me fogem a mente, não faz muito a cara do festival, na minha humilde opinião. São bandas que já fizeram seu abalo nas estruturas, mas que deviam deixar o espaço paras as novas bandas crescerem. Por exemplo, o que seria melhor de ver no Lollapalooza? O som velho e já super manjado do Racionais ou o som aveludado, arrojado e muito bem feito do Criolo, por exemplo? O som sujo e anos 80 do Velhas Virgens ou o indie rock anos 2000 do Vivendo do Ócio? Você que lê esse post aqui pode levar em consideração a sua banda predileta do que a imagem que vem de Chicago desde os anos 90 do Lollapalooza. Eu não estou dizendo que essas bandas não são boas e não são merecedoras por estarem onde estão, mas acho que não combina com a proposta do festival criado pelo Perry Farrel (foto). Por isso eu digo que as bandas brasileiras foram mal escaladas para essa primeira edição do festival. Mas mesmo assim eu iria, pois ver Foo Fighters, Arctic Monkeys e até os baianos do Cascadura, fazem valer tudo a pena!


quarta-feira, 14 de março de 2012

#FicaMarcelinho
É lamentável a situação administrativa que vive hoje meu querido e super amado Esporte Clube Bahia. Ontem à noite, o então presidente Marcelo Guimarães Filho, foi destituído do cargo, e quem comanda o Bahia por enquanto é um tal de Carlos Rátis, torcedor declarado do... ATLÉTICO MG!!

Mas não é disso que eu tô querendo falar agora, mas sim do que diz respeito a quão filhos da puta são esses que citei. PRIMEIRO: como é que o cara faz isso em meio uma semana que antecede o segundo BAxVI do ano? Vocês imaginam, como deve estar a cabeça dos jogadores agora? Todos querem saber quem será o chefe deles hoje, amanhã e até o resto do contrato deles. Outros, devem estar tremendo as pernas, com medo de perder o emprego. Porque pelo que eu sei, o cara lá é formado em Direito e no seu currículo não tem nada que diga respeito ao futebol. SEGUNDO: Marcelo Guimarães Filho pode ter todos os defeitos nessas questões que envolve a política, mas até hoje não fez nada que comprometesse o futebol do Bahia, ou estou errado? E o que a oposição, e todos que se dizem "torcedores fanáticos e de carteirinhas" do Bahia, deviam fazer, era tentar AO MÁXIMO fazer isso sem prejudicar o time. E se você acha que o Bahia vai seguir o mesmo (ou quem sabe melhorar) com esses caras à frente, pode tirar seu cavalinho da chuva (como aqui faz calor, se chuvesse era até bom pro seu cavalo, né, ele não morrerá de calor), pois pelo menos Marcelo Guimarães Filho É TORCEDOR DO EC. BAHIA, e já provou isso várias vezes.

Saudações Tricolores!


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

                          Amarante, Camelo, Barba e Medina, respectivamente

Esse texto é dedicado aos fãs dos Los Hermanos!

Vocês acham que se a banda lançasse um novo disco hoje, agradaria a vocês? Ouço muita gente dizendo que a banda é “mercenária, só está pelo dinheiro” com esses shows que a banda faz de 2 em 2 anos. Eu não quero apoiar totalmente um, nem defender literalmente o outro. Eu acho que boa parte do pessoal está certa em achar que é muita sacanagem a banda continuar tocando as mesmas músicas desde 2005, 2006, sei lá, só pra arrecadar uns fundos aí (pô é sacanagem pagar R$ 120 pra uma banda em hiato desde 2007). Mas eu acho que é sempre bom se reunir com os amigos e fazer seu som pra quem gosta, e pra quem não pôde viver essa época (mas, volto a lembrar: cobrar R$ 120 ou R$ 60 [meia-entrada] é foda!). Daí chego no fato que me fez parar meu dia, que já estava parado desde que começou, e escrever esse texto. Muitos imploram por um quinto disco de estúdio dos cariocas, mas será que se isso realmente acontecesse, agradaria? Em 2008, um ano após anunciar o hiato de sua banda, Marcelo Camelo (guitarra e voz) lançou seu primeiro disco solo, o aclamado/contestado ‘Sou’. E aí, pra quem fez parte de uma das bandas mais adoradas do final do século passado e início do novo milênio, ele sempre será cobrado pelo o que fez com os Hermanos, e então, tanto críticos quanto fãs ficaram meio divididos sobre o trabalho novo do barbudo. Em 2011 veio o segundo disco, ‘Toque Dela’, e aí mais negação ainda de uma boa parte do público fervoroso dos Los Hermanos. Mudando de fita, ou de banda, Rodrigo Amarante (guitarra e voz) lançou, após o fim do quarteto carioca, o grupo Little Joy com o baterista dos Strokes - Fabrizio Moretti - e a Binki Shapiro. Mais uma vez, uma completa divergência de opiniões e críticas entre fãs dos Los Hermanos e mídia especializada. Novas frustrações e novos votos pela volta dos Hermanos. O que eu quero deixar claro pra vocês, fãs dos Los Hermanos (como eu), é que fazem 7 anos desde o último disco da banda - ‘4’ -, a mentalidade e a formação pessoal dos caras já está totalmente mudada. Camelo tá casado, não tem como ele escrever canções meio “deprês” como “A Outra”, “Conversa de Botas Batidas”, “Outro Alguém”, “Primavera”, “Casa Pré-Fabricada” e etc. O trabalho solo deixa isso muito claro. O mesmo serve para o Amarante, o outro principal compositor da banda. Então, o que quero defender aqui, é que vocês, que imploram por disco novo, terão que destruir suas expectativas sobre um disco parecido com os outros, porque isso pode não acontecer. Se acontecer, ótimo, eu iria ficar completamente feliz. Agora, eu só queria evitar um lenga-lenga e o choro de vocês falando que “ah, Los Hermanos não é a mais mesma”... ISSO É ÓBVIO! Novos tempos, novos cotidianos, nova vida, novas canções, novos pensamentos, novas idéias, renova tudo! Será se dá pra acabar com as expectativas e curtir a turnê em paz?! MUITO OBRIGADO!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vou caminhando ao despertar do ano.
Os acordes dos Strokes são meus únicos companheiros.
Um filme na minha mente.
Minha infância é o enredo.
Mas eu tenho apenas dezesseis.
Isso parece que foi ontem (e foi).

Seguindo a trilha da nostalgia.
Eu já passei por aqui antes.
Mas parece que eu não vi esse filme.

Preso, sozinho com mais algumas milhares de pessoas.
Em um lugar onde a vida e a morte vivem lado a lado.
Ossos ao chão, corpos deitados sem vida...
São só atrativos de sua diversão.

Não se surpreenda.
A paz está estampada em cada folha.
De todas as árvores.
Dessa natureza sorrateira e silenciosa.

No lugar mais baixo.
Sinto que estou no topo da Terra.
Não! Só cheguei ao meu destino.
Hora de retornar!
E como sempre parece que o tempo voa.
Com as gaivotas brancas...

Não é exagero dizer que você é minha melhor inspiração.
A melodia do silêncio é interrompida pelo som dos meus passos.

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Teofilândia é uma pequena cidade do interior baiano.
Letra escrita em um pequeno passeio pela natureza de Teofilândia, cujo lugar nunca canso de visitar.


sábado, 26 de novembro de 2011

Já estamos em novembro e daqui pro dia 31 de dezembro de 2011 acho difícil serem lançados outros discos. Por isso, decidi antecipar esse texto. Esse ano foi um ano farto de novidades musicais na minha vida. Descobri bandas que nunca nem tinha ouvido falar; comecei a gostar de outros que, anteriormente, achei que nunca iria gostar. É a vida tem dessas também. Álbuns realmente interessantes musicalmente, outros a poesia falou mais alto e tudo mais. Mas o que vale é a música e a resposta do seu coração. Espero que em 2012 muitos discos passem pelos meus ouvidos como anjos escolhendo seus protegidos. Não sei por que falei isso... Melhor parar de papo furado e começar logo a listar meus discos prediletos de 2011. Deixar bem claro que não coloquei em ordem dos que mais gostos ou por datas de lançamento, mas fui colocando os que lembravam. Espero que gostem. Ou pelo menos que respeitem.

The Strokes – Angles (22 de março) 
Primeiro disco dos nova-iorquinos que ouvi. É claro que marcou! Mesmo que a maioria dos seus fãs não tenha gostado, por ser um disco totalmente diferente dos anteriores. Parece que a população mundial precisa aprender que existe uma coisa na vida chamada mudanças. Estamos todos sujeitos a mudanças e temos que encará-la. Claro que não estou obrigando todos a continuarem gostando dos Strokes. Bom, foi graças a esse disco que conheci profundamente os Strokes. Até hoje me impressiono bastante com a preciosidade das guitarras em “Under Cover Of Darkness”. Strokes marcou história, todos nós sabemos, não pelo ‘Angles’, porém, esse disco nunca vai sair da minha vida e do meu sangue.

Pitty – A Trupe Delirante No Circo Voador (13 de maio)
Sinceramente, nunca ouvi um disco inteiro (de estúdio) da Pitty. Tudo que conhecia dela antes desse CD ao vivo, era o que todos sabiam. Aquela baiana de atitude punk de “Admirável Chip Novo”, “Equalize”, “Teto de Vidro” e afins. Só que aí eu conheci as músicas “Pulsos” e “Medo”, as minhas prediletas e gamei por ela. Mesmo assim não fui logo atrás de um CD deles. Daí a Pitty divulgou por meio de seu Twitter (eu acho) que iria gravar um CD ao vivo e, confesso, não fiquei nem um pouco interessado nele. Só que não achei que “Medo” iria entrar pro set-list do show e, lógico, do CD. Corri pra ouvir e assistir Pitty tocando ela no YouTube e pensei “caralho, o que já era ótimo ficou melhor ainda”. Ainda assim, continuei sem um material completo da Pitty no computador. Até que, em uma passagem por um shopping de Salvador, achei esse mesmo CD na prateleira de uma livraria. Resolvi levar-lo pra casa. Assim que cheguei da capital, ouvi... e  pronto! Pitty, você acabara de ganhar um seguidor pra toda vida! É um ótimo disco ao vivo, um dos melhores que já ouvi.

Agridoce – Agridoce (7 de novembro) 
O primeiro disco do projeto paralelo de Pitty e Martin (guitarrista da Pitty) é sensacional. Esse ano foi um daqueles em que tu se desgrudas do que já conhece e gosta em relação à música pra descobrir coisas novas. E esse ano eu procurei (ou não, aconteceu mesmo) ouvir músicas mais sentimentais, feitas com carinho e muito cuidado. Álbuns mais acústicos. Esse disco do Agridoce era tudo o que eu esperava tudo o que eu sempre quis ouvir esse ano. Mesmo eu só tendo ouvido uma ou duas vezes no máximo, é um disco incrível, e não sou o único a dizer. Além de ser um ótimo disco, é a prova de que dá pra fazer um som incrível sem precisar de grandes mídias te guiando e te manipulando. Agridoce pertence ao mesmo selo que a Pitty (Deckdisc), mas não tem muita a coisa a ver com guitarras pesadas e a bateria rápida.

Arctic Monekys – Suck It And See (7 de junho)
Esse foi o disco que me fez voltar a ser fã dos Monkeys. Aí tu me dizes “como alguém pode deixar de ser fã e depois voltar a ser?”. Exato, nunca deixei de ser fã. Porém, depois do ‘Humbug’ meu fanatismo pelos Monkeys foi diminuído. Não que ele tenha sido um disco ruim, longe disso (o Arctic Monkeys não tem um disco que sujou sua carreira), mas na época (2009), eu ainda conhecia os Monekys do ‘Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not’ (primeiro disco dos ingeleses. Gravado em 2006). O ‘Suck It And See’ não é um disco como primeiro, o qual eu sou fascinado, mas é um disco bem mais parecido com o primeiro do que o ‘Humbug’. Pode ser besteira minha, mas a culpa não é minha que o ‘Whatever People...’ é um disco maravilhoso! E que eu sou louco por discos como esse. Pode perguntar a qualquer um, ‘Suck It And See’ deixou o Arctic Monkeys muito mais legal!

Marcelo Camelo – Toque Dela (não lembro) 
Primeiro disco de 2011 que ouvi. Primeiro disco do Camelo (solo) que ouvi. Primeiro disco que pirei. Esse disco me fez conhecer o trabalho solo do Marcelo Camelo e o trabalho inteiro dos Los Hermanos (sério! Tudo que conhecia dos Hermanos não passava de “Ana Júlia”). É claro que isso vai marcar né? Ele segue aquela linha de discos como o do Agridoce, muito bem trabalhado, onde parece que o artista saiu desse planeta, gravou, voltou a Terra e trouxe-o prontinho. Posso dizer que é graças ao Camelo e (perdoem-me o trocadilho) o toque dele que hoje eu sei o que é música boa. Músicas cheias de sentimentos, palavras verdadeiras, feito para narrarem vidas e acontecimentos. Tenho poucas palavras pra descrever esse álbum, porém, digo que esse é um disco que formou meu caráter musical (se é que isso existe). Obrigado Camelo, ser-lhes-ei eternamente grato!

Criolo – Nó Na Orelha (não sei)
É um disco bastante legal, diferenciado do seu tempo. Foi eleito pela MTV o melhor disco do ano, mas não é por causa disso que ele está aqui (ou é). Juro que não conhecia nenhum trabalho do Criolo. Até que assisti “MTV Na Brasa” onde o Criolo cantava. Conheci “Não Existe Amor Em SP”, “Grajauex”, “Sucrilhos” no programa. Achei bastante legal. Até que ele ganhou o prêmio, deixando pra trás o ‘Toque Dela’, do meu querido Camelo. Foi então que tive que ouvir-lo inteiro pra saber se era assim melhor que o ‘Toque Dela’. Confesso que a primeira vez que ouvi as 10 canções presentes no álbum achei entediante, deve ter sido pelo simples fato dele ter vencido o Marcelo Camelo. Semanas depois voltei a ouvir-lo e pensei comigo mesmo “esse cara é incrível”. Os 38 minutos de ‘Nó Na Orelha’ são enriquecedores de conteúdo cultural.

Charlie Chaplin Goveia – Tortuosas Pessoas Dubitáveis (24 de setembro) 
Você que não mora na Bahia e está lendo esse texto deve estar se perguntando que “droga de banda é essa”. Essa é uma das melhores bandas de rock do estado! São de Salvador e fazem um som incrivelmente delicioso, sem precisar descer até o chão. Mesmo sendo um EP com 6 músicas, é uma das melhores coisas que já ouvi esse ano. Tanto no computador, no carro, quanto ao vivo. Realmente eles são uma “droga”. Aquela droga que te faz sorrir à toa, te deixa nas nuvens e te incentiva a realizar seus desejos. Os que conhecem a banda podem estar dizendo “que esse cara tá falando, isso é rock”. Tá. Mas graças à biologia cada um tem seu jeito de viver, de sentir algo, de vivenciar o novo e descobrir o que procura em coisas poucamente habitáveis e com vida. Charlie Chaplin pode ter morrido, mas sua essência continua viva dentro desse quarteto soteropolitano. Uma essência repleta de abundância de criatividade, trabalhos impressionantes e saudosos. Charlie Chaplin Goveia, incrivelmente incrível!

E é isso! 2012, já estou esperando o que tens a me oferecer.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

                         “Fora Rodas! Fora PM!”
Mais uma vez falo sobre o mal que atinge o nosso país inteiro: políticos irresponsáveis e mídia sensacionalista e aproveitadora! Em plena manifestação de alguns alunos da USP (Universidade Federal de São Paulo), Globo, Record, Band e outras emissoras de TVs aproveitaram a situação para colocar lenha na fogueira na questão da legalização da maconha. É como se essas emissoras estivessem fazendo campanha para algum referendo, já formando a mente das pessoas que o assistem, para assim, conseguir derrubar qualquer forma de legalização da erva. Um problema que vem antes disso vem dos governantes que não conseguem abrir os olhos e ver que o que está acontecendo muito se deve a eles. Segundo o que muitos dizem, toda essa revolta começou depois que três alunos da mesma universidade foram pegos no estacionamento, em um carro particular, fumando maconha. Para que todos saibam, os próprios estudantes revoltados e manifestantes alertaram sobre a violência dos policiais nas abordagens dentro da cidade universitária. O fato sobre os alunos consumindo alguns portes de maconha, quantia pouquíssima para ser entendido como tráfico. E aí chegamos aos irresponsáveis ladrões de colarinho branco. Se a maconha fosse legalizada há muito tempo, toda essa guerra entre jovens cidadãos e velhos ladrões engravatados e fardados não estariam ocorrendo. Se a maconha fosse como o tabaco e o álcool, nada disso estaria acontecendo. O governo de São Paulo não estaria gastando o dinheiro da saúde dos pobres necessitados e infectados paulistanos para armar os policiais  corruptos e infelizes, e você não estaria se enchendo desse papo da USP e de ver a Globo te ordenando a pensar que quem está errado são os estudantes. Outra coisa que a mídia não enfatiza é o fato de que uma das principais causas da manifestação dos alunos é a má administração do reitor João Grandino Rodas. Você já parou pra se perguntar o porquê da mídia não ir atrás dos reais motivos das manifestações na USP? Se eles não ligam nem pro que de ocorre de mal no país (eu tô falando de coisa má mesmo, fatos reais de corrupção grave, por partidários que algumas emissoras têm a cara de pau de fazer campanha gratuita [que todos nós sabemos que não é gratuita]), vão querer ligar pro que ocorre na maior universidade do país? Então você acha que é preguiça, falta de tempo ou gangster que impede da TV Globo e emissoras desse nível de se aprofundar nas ladroagens que há em grandes organizações públicas e privadas?! Não estou insinuando absolutamente nada, só proponho para que as organizações jornalísticas, profissão que admiro tanto que quero exercê-la (o verdadeiro jornalismo), vão a fundo a suas reportagens e matérias. As emissoras estão entupidos de ganâncias de seus (i)responsáveis administradores, que propagam apenas seus próprios interesses. Infelizmente, não é a primeira vez e nem será a última que nós veremos semanas como essas, cheia de notícias repetidas, sensacionalistas, manipuladas em nossas telas. Um absurdo o que ocorre em nosso país! Se Cazuza fosse vivo, ele saberia responder a esses mafiosos que controlam mentes ridículas, mentes essas que acreditam que a solução de tudo está em um ser que nem nesse mundo vive. O Brasil vive em uma rotina que declina para o suicídio, infelizmente.

Para entenderem melhor o que eu quis falar, leiam a carta oficial dos próprios estudantes, que hoje estão sendo chamados de presos políticos. Vejam o que eles estão sentindo na pele, e nós (pelo menos eu), estamos sentindo nos olhos: carta publicada no site do Hempadão.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

                  Créditos: Hélio Hilarião e Rafael Firmino

Hoje é dia de tocar no velho assunto da Copa do Mundo. Um dia desses assisti um vídeo do Folha de São Paulo impressionante. Enquanto o governo vê o bairro de Itaquera como um ponto de enriquecimento na época da Copa, centenas de pessoas estão se acabando no terrível Crack. Não! Não é craque com ‘q-u-e’, é crack com ‘c-k’. A droga! O caso é que isso não é de hoje. Bem antes de o Itaquerão ser planejado, e São Paulo ser confirmada na Copa do Mundo de 2014 isso ocorre. Só que, a porra do governo paulista, cuja essa legenda domina o estado há 16 anos, não se prontificou a resolver o caso, assim como ocorrem em outros lugares, beleza. Porém, as obras da Copa chegaram, e com elas aquela velha política de que a cidade estará preparada até o dia da Copa. Tudo bem que São Paulo já é uma cidade fora do normal, e por ser fora do normal sofre com vários problemas. Alguns deles são os trânsitos, a violência absurda, e o tráfico. Vocês devem estar se perguntando aonde eu quero chegar com isso, né? Pois bem, a Copa já é daqui a 3 anos. O que será desses pobres drogados (sem nenhum teor de preconceito, por favor) que já perderam tudo na vida, só restando a sua moradia? Como um próprio usuário relatou no vídeo, o Exército tomará conta da área dias antes da Copa, todos nós sabemos, e será que a anti-cidadania será usada contra esses pobres coitados? Será que o governo irá usar armas pra arrancar-los de suas moradias? Claro que o turista que irá assistir aos jogos no estádio e, com certeza, trafegará pelas redondezas, não poderão ter contato com os usuários para evitar acontecimentos indesejados. Porém, não é tirando o direito de um teto de uma pessoa que chegou muito antes dos turistas naquele local que se faz uma boa Copa. O que era pra ter sido feito, bem antes (bem antes mesmo) era a convocação dos usuários nativos naquele local, e em tantos outros também, à uma clínica de reabilitação totalmente bancada pelo governo. Porque é pra isso que pagam impostos, para que os problemas da sociedade sejam resolvidos. Não pra vereadorzinho viver como um “príncipe” em hotel de luxo numa capital nordestina. Na cidade desse vereador também tem drogado acabando com o resto de sua vida, também tem traficante fazendo a farra e zombando da justiça... digo, da falta de justiça que existe nesse país. Não há problema no Brasil maior que o Crack e o tráfico de entorpecentes. Já passou da hora da polícia parar de bater em “maconheiro caseiro” (que no caso seria aquele cara que produz sua própria droga e a fuma solitariamente ou com amigos em sua própria residência) e correr atrás dos verdadeiros responsáveis pela violência absurda que nossa nação sofre: os traficantes de drogas pesadas. Dá um “UP” na educação também seria uma boa, ok? Parem de correr atrás de quem só tá parado e curtindo seu baseado! Acabem com os irresponsáveis que levam armas para a favela e recebem propina pra deixarem o espaço “em paz”! Tire dos traficantes o sono, e dos meros usuários, tirem-os do fundo do poço e coloquem em cima de camas aconchegantes e quentes, trazendo assim um novo ar para o resto de suas vidas. E aí Teixeira, vai uma tragada?

Quem tiver a fim de ver o vídeo documentário que citei no início do post, é só clicar no link à baixo:
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/994866-palco-de-abertura-da-copa-2014-itaquerao-esta-cercado-pelo-crack.shtml